sábado, 15 de dezembro de 2012

Apenas uma menina .

                              

Era apenas uma menina que sonhava, que sorria e que tinha muitos ideais.
Era uma menina,que corria nos campos ,que se alegrava quando percebia os raios de sol em seu rosto.
Que corria atrás das borboletas querendo descobrir seus encantos.
E foi assim que eu sempre vivi. ao mesmo tempo que sorria, tinha motivos para chorar, mas mesmo assim, preferia o sorriso.
Preferia correr atrás de coisas que não se compra, de coisas que nos faz ir além...
Correr nos campos talvez fosse o melhor que tinha no seu dia, porque era ali que me enchia do amor de Deus, que sentia na face o vento bater, dando idéia de liberdade e nessa idéia, e de fato era mesmo liberta porque estava ali, criação e criatura, era eu e as coisas de Deus, do meu Deus.
Quando muitos outros não encontravam motivos para se alegrar, apenas olhava para os cantos da velha casa onde morava via formigas, passando em filas, e ali  via também a beleza do milagre da vida, eram formigas lutando pelos seus, carregando comida, dando o que de melhor tinham, pequeninas, porém seus tamanhos não as limitava no trabalho e em muitos outros ofícios de suas vidas.
Eu era apenas uma menina que sonhava, que via no que era pequeno a grandiosidade da vida.
Eu cresci, mas nunca esqueci aquela velha casa, nunca deixei de observar o que é pequeno diante mim, percebi que na pequenez está os maiores aprendizados...
Possamos observar aquilo que para nós não é importante, é insignificante, o que é simples, singelo.
Quando você menos perceber, estará aprendendo como viver, assim como a menina do texto acima aprendeu, valorizando a luz do sol, o ar que respira, e até mesmo o movimento de uma simples borboleta e até das formigas. Ainda há muito que aprender...

          APRENDER PRIMEIRO A VER O QUE ESTA DIANTE DOS NOSSOS OLHOS...


                                                 Texto:Sandra Nóbrega

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